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	<title>Éfe Cê</title>
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	<description>&#34;O futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes&#34; (Arrigo Sacchi)</description>
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		<title>O El Dorado colombiano</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 01:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bola de Couro]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo jogador de futebol sonha em ir jogar na Europa, onde se paga melhor e estão os maiores craques. Essa é a realidade hoje, mas, por um breve período meio século atrás, o Éden dos boleiros foi um dos mais &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2011/03/04/o-el-dorado-colombiano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2211&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo jogador de futebol sonha em ir jogar na Europa, onde se paga melhor e estão os maiores craques. Essa é a realidade hoje, mas, por um breve período meio século atrás, o Éden dos boleiros foi um dos mais improváveis lugares: a Colômbia. Uma sucessão de coincidências e ideias mirabolantes fez com que, do dia para a noite, o país andino ostentasse um campeonato endinheirado, que drenava atletas dos vizinhos sul-americanos e, sim, até mesmo do Velho Continente.</p>
<p>Tudo começou em Barranquilla, cidade portuária no delta do Rio Magdalena, o principal do país. Na condição de anfitriã de muitos navios e, consequentemente, marinheiros ingleses, Barranquilla foi a porta de entrada para o futebol na Colômbia, a partir dos bate-bolas disputados pelos visitantes britânicos já desde o século XIX. O esporte, porém, só começou a se espalhar pelo resto do território anos mais tarde, com a industrialização tardia do país, impulsionada pela economia cafeeira que começava a se destacar.</p>
<p>Quando a bola começou a rolar nas importantes cidades do interior, Barranquilla já era sede de uma liga amadora, a Adefútbol. O advento do profissionalismo, “importado” das nações vizinhas no fim dos anos 40, fez surgir em Bogotá uma nova organização: a <em>División Mayor Del Fútbol Profesional Colombiano</em>, ou DiMayor, como ficou conhecida. Desde o início as duas entidades não se bicaram. A inimizade chegou ao ponto de a Adefútbol solicitar à FIFA que não reconhecesse a DiMayor e seus clubes como representantes do país. Foi atendida. Os principais times da Colômbia estavam, portanto, banidos de competições ou mesmo amistosos internacionais, e não eram chancelados pela FIFA.</p>
<p>O que poderia ser uma ruína foi convertido em bênção pelo pensamento rápido do cabeça da DiMayor. O advogado Alfonso Senior, fundador da entidade e presidente do Millonarios de Bogotá, percebeu que se os clubes da DiMayor não tinham direito às vantagens de estar sob a guarida da FIFA, também não precisavam cumprir os deveres e normas que isso implicaria. Como por exemplo, o pagamento do passe nas transferências de jogadores. Livres dessa restrição, os clubes poderiam gastar mais em salários e montar a folha de pagamentos mais atraente do planeta bola: um El Dorado moderno. Com esse trunfo debaixo do braço, Senior não hesitou: enviou o técnico do Millonarios, Carlos Aldabe, à Argentina, com ordens expressas para trazer de lá um jogador de respeito para a temporada de 1949, que daria início ao El Dorado.</p>
<div id="attachment_2213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 532px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/alfonsosenior1.jpg"><img class="size-full wp-image-2213" title="alfonsosenior" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/alfonsosenior1.jpg?w=522&#038;h=231" alt="" width="522" height="231" /></a><p class="wp-caption-text">Alfonso Senior, ao centro, na reunião de fundação do Millonarios: Artífice do El Dorado (Imagem: site oficial Millonarios)</p></div>
<p>A opção pelo futebol argentino não foi acaso ou palpite. A seleção do país vencera quatro Copas América nos anos 40 e era tida por muitos como a grande equipe mundial da década. Além disso, havia <em>La Máquina</em>. Assim foi apelidado o extasiante esquadrão do River Plate daquele tempo, vencedor de quatro títulos nacionais, representado por uma linha ofensiva das mais brilhantes a já ter se reunido sob o mesmo escudo. Em 49, porém, os jogadores que fizeram a fama daquele time já estavam envelhecidos e alguns nem sequer jogavam mais pelo River. Foi um desses que Carlos Aldabe seduziu: o centroavante Adolfo Pedernera, então no Huracán.</p>
<p>Mas não foi só a proposta generosa do Millonarios que convenceu Pedernera a deixar a Argentina. O futebol local pegara fogo no ano anterior com uma greve de jogadores. O forte sindicato da classe paralisou a competição em protesto contra calotes aplicados pelos clubes menores em seus atletas: firmavam contratos que não podiam cumprir, deixando de pagar os salários. O governo posicionou-se contra o movimento e os clubes logo retomaram as atividades com juvenis nas vagas deixadas pelos rebelados. A torcida voltou aos estádios e os jogadores grevistas saíram derrotados. Pedernera, um deles, decidiu então abandonar o país e tentar a sorte no novo El Dorado. Não se arrependeu, pois, segundo ele próprio, encontrou condições profissionais muito melhores do que na Argentina.</p>
<p>Não foi o único. Já no ano seguinte, 57 argentinos atuavam na DiMayor. Um deles era um jovem meia que começou sua carreira em <em>La Máquina</em> e foi persuadido por Pedernera a também explorar as possibilidades da liga: ninguém menos do que Alfredo Di Stéfano, também contratado pelo Millonarios. Outro clube de Bogotá aproveitou a brecha explorada por Alfonso Senior, mas foi ambicioso a ponto de recrutar jogadores na própria fonte do futebol. O Independiente Santa Fe era presidido por Luis Robledo, um diplomata radicado na Inglaterra. Ele trouxe de lá Neil Franklin e George Mountford, do Stoke City, e Charlie Mitten, do Manchester United. Audaz também foi o Cúcuta Deportivo, que acertou com Schubert Gambetta e Eusebio Tejera, defensores campeões do mundo pelo Uruguai. O futebol do Brasil também teve suas baixas graças à atração do El Dorado. A base tupiniquim foi o Junior Barranquilla, e para lá foram, entre outros, os já veteranos Tim e Heleno de Freitas.</p>
<div id="attachment_2214" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/helenodefreitas.jpg"><img class="size-full wp-image-2214" title="helenodefreitas" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/helenodefreitas.jpg?w=450&#038;h=450" alt="" width="450" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Heleno de Freitas, ainda no Botafogo: um dos brasileiros que foi explorar o El Dorado (Imagem: Futebol Arte)</p></div>
<p>A DiMayor era um sucesso absoluto. Seus times eram fenomenais, o dinheiro fluía sem parar, havia gols a rodo para todos os gostos. Na primeira temporada do El Dorado, a de 1949, o artilheiro foi o argentino Pedro Cabillón, do Millonarios, que estabeleceu uma marca até hoje insuperada na Colômbia: 42 tentos. O Millonarios, aliás, estava na vanguarda do espetáculo. Foi a grande equipe daquela fase, vencedora de quatro dos cinco títulos nacionais disputados durante o El Dorado (a exceção foi 1950, quando o Once Caldas levantou o troféu). Liderados em campo com genialidade por Di Stéfano, em exuberante fase, o time ganhou o apelido de <em>El Ballet Azul</em>. A rotina era a seguinte: golear o adversário para garantir a vitória, e então começar o baile, com um show de passes, dribles, fintas e firulas.</p>
<p>O governo colombiano dava o maior apoio, inclusive financeiro. O país vivia, no fim da década, um período que entrou para a história com o nome de <em>La Violencia</em>, uma verdadeira guerra civil motivada pelo assassinato ainda obscuro do prefeito de Bogotá, Jorge Eliécer Gaitán, favorito para as eleições presidenciais de 1948. Gaitán reunia massas de seguidores com sua plataforma de profundas reformas sociais, e sua morte acendeu um pavio que quase fez o país ir pelos ares. Centenas de milhares de pessoas pereceram nos conflitos. Nesse contexto, o presidente Mariano Ospina Pérez ficava mais do que satisfeito em bancar os protagonistas da principal distração com a qual o povo colombiano podia contar naqueles anos tumultuados.</p>
<p>Quem acabou decretando o fim do El Dorado foi seu próprio motivador. Alfonso Senior, um prestigiado dirigente, ganhou um posto na direção da FIFA em 1951. O convite obrigava Senior a tomar uma decisão: sua liga ou seu cargo. Uma série de acordos foram trançados para determinar o destino da DiMayor. No que ficou conhecido como Pacto de Lima, a liga foi liberada para manter suas atividades durante mais dois anos, quando seria então reconhecida pela FIFA e teria que passar a seguir as regras. O Millonarios aproveitou para realizar uma turnê mundial e exibir seus craques para os inevitáveis futuros compradores.</p>
<p>Com o fim do campeonato de 1953, seguindo o que havia sido determinado, o El Dorado se desfez. Os clubes negociaram seus jogadores, já dentro das regulações da FIFA, e fizeram pequenas fortunas que ainda sustentaram o futebol colombiano por alguns anos. Di Stéfano, o superastro do Millonarios, foi para a Espanha construir sua bela história no Real Madrid. A DiMayor ainda existe, e ainda organiza as duas principais divisões do campeonato nacional, mas com muito menos glamour. E ficou somente a lembrança daqueles anos de futebol mágico, quando o mundo foi em busca de ouro não nas montanhas e rios, mas nos estádios e gramados da Colômbia.</p>
<div id="attachment_2215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 357px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/distefano.jpg"><img class="size-full wp-image-2215" title="distefano" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/distefano.jpg?w=347&#038;h=490" alt="" width="347" height="490" /></a><p class="wp-caption-text">Di Stéfano, ao centro, com Néstor Rossi (e) e Adolfo Pedernera (d): O maior dos craques do El Dorado (Imagem: site oficial Millonarios)</p></div>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>TEMPORADAS</strong></span><br />
<strong>1949 </strong>Campeão: Millonarios / Vice: Deportivo Cali / Artilheiro: Pedro Cabillón (Millonarios), 42 gols<br />
<strong>1950</strong> Campeão: Once Caldas / Vice: Millonarios / Artilheiro: Casimiro Ávalos (Deportivo Pereira), 27 gols<br />
<strong>1951 </strong>Campeão: Millonarios / Vice: Boca Juniors de Cali / Artilheiro: Alfredo Di Stéfano (Millonarios), 31 gols<br />
<strong>1952 </strong>Campeão: Millonarios / Vice: Boca Juniors de Cali / Artilheiro: Alfredo Di Stéfano (Millonarios), 19 gols<br />
<strong>1953 </strong>Campeão: Millonarios / Vice: Deportes Quindío / Artilheiro: Mario Garelli (Deportes Quindío), 20 gols</p>
<p><em>Texto originalmente publicado no blog <a href="http://boladecouro.blogspot.com/" target="_blank">Bola de Couro</a></em></p>
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		<title>O Fla-Flu da Lagoa</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 00:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta semana foi aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completou 446 anos. Nossa forma de homenagear a Cidade Maravilhosa é recordar a história de uma das mais memoráveis e inusitadas partidas de futebol já disputadas por lá, e &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2011/03/04/o-fla-flu-da-lagoa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2193&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Nesta semana foi aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completou 446 anos. Nossa forma de homenagear a Cidade Maravilhosa é recordar a história de uma das mais memoráveis e inusitadas partidas de futebol já disputadas por lá, e que entrou com justiça para o folclore futebolístico nacional. O ano era 1941, e Flamengo e Fluminense decidiam o Campeonato Carioca. Os dois grandes times tiveram como coadjuvante inesperado um dos cartões-postais da cidade (cuja participação acabou batizando o clássico com a alcunha reproduzida no título deste post): a Lagoa Rodrigo de Freitas.</p>
<p style="text-align:left;">O Carioca de 41 foi disputado em um sistema de fases e turnos. Na primeira fase, os dez times se enfrentavam em ida e volta, todos contra todos. Os seis melhores prosseguiam ao estágio seguinte, onde repetiam o formato de turno e returno. Ao fim da disputa, que somasse mais pontos nas duas fases combinadas arrebataria a taça. A primeira fase foi dominada pelo Flamengo, que perdeu apenas uma vez em 18 jogos e carregou uma vantagem de quatro pontos para o segundo colocado, Fluminense. Botafogo, Vasco, Madureira e Bangu também se classificaram, deixando para trás América, Canto do Rio, São Cristóvão e Bonsucesso. Na segunda fase o rubro-negro desandou, enquanto o tricolor fez bela campanha de recuperação. Os dois times chegaram à última rodada separados por cinco pontos, o Flu à frente. Apenas uma vitória flamenguista servia para reverter o quadro. Ao Fluminense, bastava o empate. O palco da decisão foi o Estádio José Bastos Padilha, a famosa Gávea, casa do Flamengo.</p>
<p style="text-align:left;">Aqui vale uma lembrança urbanística. Naquela época a Lagoa Rodrigo de Freitas era maior do que é hoje. Os anos 40 viram um processo de aterramento de parte da área da lagoa, para dar lugar a novas construções na região, o que acabou por valorizá-la, mas em 1941 esse processo estava apenas começando e ainda não havia atingido as proximidades da sede do Flamengo. Desta forma, as águas da lagoa alcançavam os muros do campo, um detalhe que seria muito importante para aquela final de campeonato em particular. Hoje, entre o estádio e a lagoa há o resto das dependências da Gávea e a sede de remo do clube, além da Avenida Borges de Medeiros.</p>
<div id="attachment_2195" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/flafludalagoa.jpg"><img class="size-full wp-image-2195" title="flafludalagoa" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/flafludalagoa.jpg?w=640&#038;h=378" alt="" width="640" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">A Gávea e a lagoa, hoje: em 1941, eram vizinhas (Imagem: Google Earth)</p></div>
<p style="text-align:left;">Pois bem. Foi no dia 23 de novembro que o grande jogo aconteceu. O Flamengo, dono da casa, contava com o brilho do já veterano Domingos da Guia na zaga e via o surgimento de uma nova estrela em Zizinho, então com 20 anos mas já dono da posição no time titular. Outro destaque da equipe era o centroavante gaúcho Sylvio Pirillo, artilheiro do campeonato com 37 gols. Pirillo fora contratado do Peñarol no início do ano com a missão ingrata de substituir Leônidas da Silva, que cumpria condenação da Justiça Militar por falsificação de documentos. Apesar da difícil tarefa, Pirillo mostrava personalidade e ganhava a torcida. Do outro lado, um inesquecível Fluminense, detentor da taça estadual e em busca do bi, além de haver conquistado um tricampeonato entre 1936 e 1938. O ataque daquele time, avassalador, com mais de 100 gols marcados no torneio, tinha nomes como Tim, no auge, Romeu, um maestro, e, especialmente, o extravagante ponta-esquerda Carreiro, que teria um dia endiabrado.</p>
<p style="text-align:left;">Mesmo com a vantagem da igualdade, o time visitante preferiu lançar-se à frente. Em menos de meia hora o placar já apontava 2-0 para o Fluminense, cortesia de dois passes de Carreiro para gols de Pedro Amorim e Russo. Apesar de não marcar, Carreiro era o dono do jogo. O ponta era um tremendo espertalhão, afeito a malandragens durante as partidas e a levar na conversa árbitros e adversários. Franzino, provocava seus marcadores mais encorpados em busca de algum contato físico, para ter a chance de se fazer de vítima. Tinha alguma história de travessuras com o irascível goleiro flamenguista Yustrich: em um jogo anterior, Carreiro sorrateiramente espetara o calção do arqueiro nos ganchos de sustentação da rede do gol, para evitar que ele bloqueasse um cruzamento.</p>
<p style="text-align:left;">Carreiro, porém, tinha um adversário de peso. Quem apitava aquele Fla-Flu era o juiz José Ferreira Lemos, um ex-jogador do Botafogo mais conhecido como Juca da Praia. Juca era um dos grandes árbitros da época, e uma de suas principais qualidades no ofício era saber lidar com o temperamento e os caprichos dos atletas em campo. Em outras palavras, também era um malandro. Ele e Carreiro protagonizaram embates especiais naquela tarde, como quando o tricolor se embrulhou na área com Biguá e teve a camisa levemente rasgada. De imediato tratou de retalhar o restante da peça e armar um escândalo, exigindo a marcação do pênalti. Juca, macaco velho, mandou Carreiro ir passear e seguiu o jogo.</p>
<div id="attachment_2198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 305px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/carreiro1.jpg"><img class="size-full wp-image-2198" title="carreiro" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/carreiro1.jpg?w=295&#038;h=431" alt="" width="295" height="431" /></a><p class="wp-caption-text"> Carreiro, o ponta-esquerda tricolor que botou fogo no jogo (Imagem: Museu dos Esportes)</p></div>
<p style="text-align:left;">Ainda no primeiro tempo o Flamengo diminuiu com Pirillo. Na volta do intervalo, porém, o Fluminense começou a pôr em prática os primeiros contornos de sua estratégia de embromar. Em um lance casual, Russo correu para alcançar um lançamento de Romeu e chocou-se com a zaga do Flamengo, deixando escapar a bola. Yustrich quis cobrar o tiro de meta com pressa, mas Carreiro, sempre ele, impediu, reclamando que seu companheiro estava caído em campo. Yustrich, enfezado, rebocou Russo para fora com as próprias mãos e repôs a bola. Com insistência o Flamengo fez o segundo, novamente com Pirillo, aproveitando rebote. Faltavam então seis minutos para o fim do jogo. O Fluminense ainda tinha o resultado necessário para ser campeão, mas o Flamengo, com a torcida a favor, pressionava.</p>
<p style="text-align:left;">Mandando todos os escrúpulos para o raio que os partisse, o Fluminense, que se via em desvantagem moral com o empate flamenguista, passou a adotar um bizarro expediente para fazer passar o tempo. Toda vez que os tricolores apoderavam-se da bola, recuavam-na para o goleiro Batatais. Este ajeitava para o raçudo zagueiro argentino Renganeschi, que, por sua vez, enfiava vigorosamente o pé para atirar o esférico além dos muros do estádio. Mais precisamente, dentro da Lagoa Rodrigo de Freitas. Eram outros tempos e não havia grande disponibilidade de bolas, de modo que algumas poucas botinadas de Renganeschi bastavam para obrigar o Flamengo a ir recuperar o lote de dentro d’água.</p>
<p style="text-align:left;">Com o passar dos anos, consolidou-se a narrativa de um detalhe delicioso para esta história: incapaz de deter a artimanha do Fluminense e decidido a agilizar o resgate das bolas, o Flamengo teria acionado sua equipe de remo para servir de gandulas flutuantes. A cada chutão de Renganeschi, lá iam os remadores rubro-negros deslizando sobre a superfície da lagoa atrás da bola despachada, apenas para devolvê-la ao campo e, em pouco tempo, ter de persegui-la outra vez. A presença dos remadores foi estabelecida pelo jornalista e cronista Mário Filho em seu intenso e divertido relato da partida, mas o jornalista e pesquisador Roberto Sander, em seu livro Anos 40: Viagem à década sem Copa, em que dedica um capítulo ao jogo, garantiu que não há registros oficiais de nenhuma pá de remo pescando bolas da Lagoa Rodrigo de Freitas durante o clássico.</p>
<div id="attachment_2200" class="wp-caption aligncenter" style="width: 305px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/pirillo.jpg"><img class="size-full wp-image-2200" title="pirillo" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/pirillo.jpg?w=295&#038;h=356" alt="" width="295" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Pirillo, o substituto de Leônidas, quase foi o herói do Flamengo (Imagem: Terra)</p></div>
<p style="text-align:left;">Seja como for, com ou sem remadores, o Fluminense passou vários minutos tratando de jogar bolas na lagoa para fazer passar o tempo. Estratagema que se revelou infrutífero. Acontece que, naquele tempo, o futebol contava ainda com a hoje extinta colaboração do cronometrista. Tratava-se de um camarada postado à lateral do gramado cuja única função era manusear um relógio e pressionar um botão quando a bola deixava os limites do campo, fazendo parar os ponteiros. O Fluminense podia chutar até a outra semana, mas o tempo só andaria com o jogo em movimento. De fato, já escurecia no Rio de Janeiro e os tais seis minutos ainda não haviam acabado.</p>
<p style="text-align:left;">O Flu acabou desistindo de incluir a Lagoa Rodrigo de Freitas na peleja e resolveu contar com a fibra de seus jogadores para segurar as pontas em campo. Batatais jogava com a clavícula deslocada, após levar um pisão de Pirillo, mas fazia defesa atrás de defesa. Carreiro, então, continuava aprontando, e acabou expulso. Após cometer uma falta no meio-campo, o jogador colocou-se na frente da bola, atrapalhando a cobrança, exigindo que o árbitro Juca da Praia contasse os passos para formação da barreira – mesmo sabendo que seria impossível que alguém quisesse chutar direto para o gol daquela distância. Juca, farto das estripulias de Carreiro, ordenou-lhe que deixasse o campo. Pretexto para que reunir uma aglomeração de tricolores em volta do juiz, protestando e protelando.</p>
<p style="text-align:left;">Mesmo com toda a persistência o Flamengo não conseguiu fazer o terceiro gol, e o resultado final de 2-2 deu o título ao Fluminense. Um título conquistado em um jogo que foi mais do que um simples jogo, foi uma saga. Muito apropriado para o clássico que, segundo palavras imortais, nasceu “quarenta minutos antes do nada”.</p>
<div id="attachment_2201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/flu1941.jpg"><img class="size-full wp-image-2201" title="flu1941" src="http://efece.files.wordpress.com/2011/03/flu1941.jpg?w=640&#038;h=288" alt="" width="640" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">O time campeão: à frente, Batatais e Renganeschi, operadores da tática &quot;bola na lagoa&quot; (Imagem: Relíquias do Futebol)</p></div>
<p style="text-align:left;">FLAMENGO 2-2 FLUMINENSE<br />
DATA: 23/11/1941<br />
LOCAL: Estádio da Gávea<br />
PÚBLICO: 15.312<br />
ÁRBITRO: José Ferreira Lemos<br />
FLAMENGO: Yustrich; Domingos da Guia e Newton; Biguá, Volante e Jaime; Sá, Zizinho, Pirillo, Reuben e Vevé. TÉC: Flávio Costa<br />
FLUMINENSE: Batatais; Renganeschi e Machado; Mallazo, Brant e Afonsinho; Pedro Amorim, Romeu, Russo, Tim e Carreiro. TÉC: Ondino Viera<br />
GOLS: Pedro Amorim, Russo, Pirillo (2)</p>
<p style="text-align:left;"><em>Texto originalmente publicado no blog <a href="http://boladecouro.blogspot.com/" target="_blank">Bola de Couro</a></em></p>
<br />Filed under: <a href='http://efece.wordpress.com/category/bola-de-couro/'>Bola de Couro</a> Tagged: <a href='http://efece.wordpress.com/tag/flamengo/'>flamengo</a>, <a href='http://efece.wordpress.com/tag/fluminense/'>fluminense</a>, <a href='http://efece.wordpress.com/tag/historia/'>história</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/efece.wordpress.com/2193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/efece.wordpress.com/2193/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2193&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Blog de volta</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 00:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Descategoria]]></category>
		<category><![CDATA[editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[É, o blogueiro resolveu voltar. Vai ser um semestre complicado, com finalização da faculdade e outros trabalhos paralelos, mas sempre há um tempinho para tagarelar sobre futebol. Por aqui, os comentários descompromissados de sempre, e mais. O blogueiro agora também &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2011/03/04/blog-de-volta/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2205&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, o blogueiro resolveu voltar. Vai ser um semestre complicado, com finalização da faculdade e outros trabalhos paralelos, mas sempre há um tempinho para tagarelar sobre futebol. Por aqui, os comentários descompromissados de sempre, e mais.</p>
<p>O blogueiro agora também exibe seus textos no fresquíssimo e promissor <a href="http://boladecouro.blogspot.com/" target="_blank">Bola de Couro</a>, nova empreitada dos realizadores da extinta revista virtual <a href="http://revistacamisa13.blogspot.com/" target="_blank">Camisa 13</a>. Vale a pena visitar o site e conferir não só a produção deste que vos escreve, mas de todos os integrantes do novo projeto. Meus artigos para o Bola de Couro serão publicados primeiro lá, evidentemente, mas virão para este espaço também.</p>
<p>O Éfe Cê fez a faxina em sua database para esta nova partida, mas alguns tesouros particulares foram mantidos. Tudo que foi produzido pelo blog durante a Copa do Mundo de 2010 permanece para consulta nos arquivos. Documentação histórica importante (pelo menos para mim) de um momento tão legal que foi aquela Copa. Pessoalmente, considero o trabalho individual e independente que realizei como minha estreia cobrindo um mundial, e as informações aqui armazenadas me dão muito orgulho de ter, pela primeira vez, acompanhado uma Copa do Mundo na posição de pesquisador, observador, analista e, principalmente, obcecado.</p>
<p>Nesta nova fase do Éfe Cê haverá novas seções, um novo esquema de produção e postagens, mas tudo a seu tempo. Por enquanto, apenas anuncio o retorno deste que se orgulha de ser o mais longevo e bem-sucedido blog futebolístico não-lido do Brasil. Será uma satisfação retomar as atividades, e que tenhamos todos um bom ano de bola!</p>
<br />Filed under: <a href='http://efece.wordpress.com/category/descategoria/'>Descategoria</a> Tagged: <a href='http://efece.wordpress.com/tag/editorial/'>editorial</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/efece.wordpress.com/2205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/efece.wordpress.com/2205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2205&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Grato, Guilherme</media:title>
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		<title>A seleção da Copa do Mundo</title>
		<link>http://efece.wordpress.com/2010/07/13/a-selecao-da-copa-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 14:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[copa-do-mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog queria esperar a divulgação da seleção da Copa pela FIFA antes de postar sua própria, para comparar, mas como isso ainda não aconteceu, e para não perder o bonde, aqui vai (no esquema que prevaleceu, o 4-2-31): GOLEIRO &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/13/a-selecao-da-copa-do-mundo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2015&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog queria esperar a divulgação da seleção da Copa pela FIFA antes de postar sua própria, para comparar, mas como isso ainda não aconteceu, e para não perder o bonde, aqui vai (no esquema que prevaleceu, o 4-2-31):</p>
<p>GOLEIRO<strong> </strong><strong>Iker Casillas</strong>, Espanha<br />
O arqueiro campeão, um dos melhores do mundo, começou o mundial por baixo, errando logo na estreia contra a Suíça e mostrando alguma insegurança nas partidas iniciais. Isso durou só a primeira fase, quando Casillas sofreu seus únicos dois gols na competição. Foi perfeito no mata-mata, principalmente a partir das quartas, quando pegou pênalti, defendeu bolas difíceis cara-a-cara e cresceu emocionalmente.</p>
<p>LATERAL-DIREITO<strong> </strong><strong>Philipp Lahm</strong>, Alemanha<br />
Mais um capitão no time. Lahm não se intimidou com a recém-assumida braçadeira e mostrou a mesma segurança no flanco direito que havia apresentado em 2006 jogando pela esquerda. Além de apoiar muito bem o fulminante ataque alemão, transpirou segurança na defesa, com bons desarmes e velocidade para recompor a marcação. Firmou seu lugar como um dos melhores laterais do mundo hoje &#8211; em qualquer lado.</p>
<p>ZAGUEIRO<strong> </strong><strong>Per Mertesacker</strong>, Alemanha<br />
O gigantesco beque superou as atuações cambaleantes da Copa passada para tornar-se uma fortaleza na área da Alemanha. A altura já o torna um bom defensor pelo alto, mas, na África do Sul, apresentou um jogo de qualidade também pelo chão, com antecipações precisas. Em boa parceria com Friedrich, segurou as pontas na retaguarda germânica para deixar seus colegas ofensivos à vontade.</p>
<p>ZAGUEIRO<strong> </strong><strong>Antolín Alcaraz</strong>, Paraguai<br />
Único jogador do time do blog que não esteve nas semifinais. Alcaraz era um completo desconhecido antes da Copa, internacionalmente falando, mas subiu no conceito de todos os analistas. Mostrou-se esplêndido na bola aérea (tanto que marcou um gol assim) e igualmente bom no combate pelo solo. A defesa paraguaia foi um dos grandes destaques do mundial, e Alcaraz contribuiu inestimavelmente para isso.</p>
<p>LATERAL-ESQUERDO<strong> </strong><strong>Jorge Fucile</strong>, Uruguai<br />
A posição mais em baixa do futebol mundial hoje. Pensei até em acomodar Lahm por aqui e escolher outro destro, mas Fucile realmente me convenceu. E sequer começou a Copa como titular: ganhou a vaga na segunda partida, quando o técnico Oscar Tabárez mudou para uma linha de quatro na defesa. E o ala mostrou uma consistência impressionante. Combativo e incansável como todo o resto da retaguarda celeste, Fucile ainda mostrou versatilidade ao jogar na direita na decisão de terceiro lugar. Sua garra em campo representa, na seleção do blog, toda a defesa do Uruguai, que muito agradou.</p>
<p>VOLANTE<strong> </strong><strong>Bastian Schweinsteiger</strong>, Alemanha<br />
Aqui não há discussão. Schweinsteiger foi um dos melhores da Copa em qualquer sentido. Descobriu-se como volante nesta temporada, no Bayern, e não podia ter sido achado melhor. Regeu a Alemanha tanto nos momentos de defender quanto nos de atacar. Nos primeiros, prestava combate aos armadores adversários. Nos segundos, oferecia seu primoroso passe e seus avanços-surpresa. Certamente a solidez e as blitzes alemãs não seriam as mesmas sem sua presença no meio-campo.</p>
<p>VOLANTE<strong> </strong><strong>Andrés Iniesta</strong>, Espanha<br />
Iniesta não é bem volante, claro, mas foi preciso torcer alguns conceitos para acomodar aqui os vários jogadores ofensivos talentosos que brilharam nesta Copa. E Iniesta foi um deles, principalmente durante o mata-mata. Sua presença na Copa era até uma incógnita, devido a lesões que sofreu no ano, e ele nem participou da estreia. Mas se recuperou a tempo de ser, provavelmente, o jogador mais importante do time espanhol a partir das oitavas-de-final. É difícil até definir onde ele jogava, pois aparecia por todas as partes do campo. Além de ser um grande armador e apoiador, mostrou eficiência na marcação pelos lados do campo. Foi por seu lado que Lahm não conseguiu jogar na semifinal.</p>
<p>MEIA<strong> </strong><strong>Thomas Müller</strong>, Alemanha<br />
Eleito, com toda justiça, a revelação da Copa, Müller foi mais do que isso. Foi um dos artilheiros &#8211; o mais jovem jogador da história a conseguir isso -, um dos melhores jogadores e inestimável para a Alemanha. Sua falta foi agudamente sentida na semifinal, quando o time não pôde contar com sua velocidade, suas disparadas do lado do campo para o meio e sua participação crucial na área. Sem falar na sua categoria como passador, que resultou em três assistências &#8211; também marca máxima no mundial. E pensar que há um ano Müller era um moleque recém-saído das categorias de base do Bayern.</p>
<p>MEIA<strong> </strong><strong>Wesley Sneijder</strong>, Holanda<br />
É um testemunho do tipo de jogo que a Holanda apresentou na Copa o fato de apenas um jogador seu aparecer nesta seleção. Mas, na estratégia muito mais tática do que talentosa da Oranje, Sneijder se sobressaiu. Não tinha como ser diferente: seu talento foi o que impulsionou o time vice-campeão para frente. Sua participação começava no início das jogadas, quando voltava até antes da linha de meio-campo para buscar a bola. Dali ditava todo o resto das ações. Um lançamento preciso de trinta metros? Podia ser. Criar espaço para companheiros com passes? Também fazia. Chamar a responsabilidade e conduzir sozinho? Checado. A inspiração de Sneijder destoou do jogo burocrático dos holandeses.</p>
<p>MEIA<strong> </strong><strong>David Villa</strong>, Espanha<br />
Meia? Sim. Villa teve seus melhores momentos jogando pela esquerda da linha de armadores da Fúria, com espaço para avançar para cima da defesa adversária. Foi assim que se tornou o jogador fundamental para ressucitar a Espanha da depressão pós-derrota para a Suíça, com gols em todos os jogos desde a segunda rodada até as quartas-de-final. Com a falta de produtividade de Torres teve que jogar de centroavante, e rendeu menos, mas procurou dar um jeito. Fosse voltando para participar das trocas de passe, fosse encarando a zaga com sua habilidade, o camisa 7 estava sempre presente, sem nunca se esconder do jogo.</p>
<p>ATACANTE<strong> </strong><strong>Diego Forlán</strong>, Uruguai<br />
Escolhido o craque da Copa. Precisa dizer mais? Não, mas seria injusto deixar de mencionar que Forlán foi a alma do Uruguai. Na primeira partida, quando o time todo foi mal, ele brilhou, tentando de todas as formas concebíveis criar chances. Caiu sobre ele a responsabilidade de ser o armador a partir da segunda rodada, e a mudança foi para melhor: com um meio-campo armado para deixá-lo jogar, Forlán deitou e rolou, orquestrando a impressionante campanha uruguaia. Mesmo dando mostras de cansaço nos jogos finais, nunca abaixou a cabeça. E quem vai esquecer seus brilhantes arremates de fora da área, que geraram belos gols?</p>
<p>Por fim, uma equipe de suplentes: Neuer (ALE); Sergio Ramos (ESP), Friedrich (ALE), Lúcio (BRA), Capdevila (ESP); Arévalo Ríos (URU), Boateng (GAN); Messi (ARG), Özil (ALE), Kuyt (HOL); Suárez (URU)</p>
<br />Filed under: <a href='http://efece.wordpress.com/category/copa-do-mundo-2010/'>Copa do Mundo 2010</a> Tagged: <a href='http://efece.wordpress.com/tag/copa-do-mundo/'>copa-do-mundo</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/efece.wordpress.com/2015/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/efece.wordpress.com/2015/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2015&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Jogar como nunca &#8211; e ganhar</title>
		<link>http://efece.wordpress.com/2010/07/12/jogar-como-nunca-e-ganhar/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 12:43:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[copa-do-mundo]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[holanda]]></category>

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		<description><![CDATA[HOLANDA 0-1 ESPANHA 11/07/2010 Soccer City &#8211; Joanesburgo Público: 84.490 Personagem do jogo: Andrés Iniesta, meia, Espanha A grande final da Copa trazia uma expectativa prévia: os dois times nela envolvidos mostraram, durante o torneio, um gosto por jogar controlando &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/12/jogar-como-nunca-e-ganhar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2004&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/hol12.png"><img class="alignleft size-full wp-image-2005" title="hol1" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/hol12.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a>HOLANDA 0-1 ESPANHA<a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/esp21.png"><img class="alignright size-full wp-image-2006" title="esp2" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/esp21.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a></strong><br />
11/07/2010<br />
Soccer City &#8211; Joanesburgo<br />
Público: 84.490<br />
Personagem do jogo: Andrés Iniesta, meia, Espanha</p>
<p style="text-align:left;">A grande final da Copa trazia uma expectativa prévia: os dois times nela envolvidos mostraram, durante o torneio, um gosto por jogar controlando o ritmo da partida, dominando a posse de bola e levando as ações em seu próprio ritmo. Como seria um enfrentamento entre duas seleções de características tão semelhantes? Certamente cada uma tentaria aproveitar ao máximo sua posse de bola. Certamente haveria equilíbrio. Certamente seria um embate muito técnico. Quase tudo isso aconteceu, principalmente o equilíbrio, mas houve uma grande distinção: a Espanha jogou para ganhar. A Holanda, apesar de seus momentos de perigo, jogou para não perder. Como explicar, senão assim, o comportamento faltoso e violento dos holandeses, que receberam nada menos do que nove cartões amarelos para oito jogadores diferentes? Como explicar o sumiço de Sneijder, que deveria organizar o jogo holandês e mal pegou na bola? Como explicar a hesitação de Robben, que falhou em dois lances frente a frente com Casillas e ainda se esforçou mais em reclamar com o juiz do que em superar a defesa espanhola? Do outro lado, a Espanha também estava nervosa, também revidou as agressões sofridas, mas tratou de jogar bola e pôr abaixo a velha frase &#8220;jogar como nunca, perder como sempre&#8221;. Jogou como nunca, do jeito que o mundo a conheceu nos anos anteriores à Copa: na base de passes, participação de todos os atletas, movimentação, raciocínio, armação. E, jogando assim, venceu &#8211; como nunca, diga-se de passagem. Foi necessário sofrer para isso. Jáse falou da violência holandesa, representada perfeitamente no pontapé a  jato de De Jong no peito de Xabi Alonso. Mas seria injusto não falar que a defesa laranja fez uma partida, em geral, muito boa. Heitinga e Mathijsen compensaram a falta de velocidade com bom posicionamento e antecipações que matavam o último passe da Espanha. Pelos lados, Van der Wiel estava seguro e Van Bronckhorst anulava o habilidoso Pedro. Stekelenburg fez grandes defesas no início da partida, em cabeçada de Sergio Ramos e chute de Villa, e salvou também uma chance de ouro espanhola com Fàbregas na etapa final. O ataque holandês, na base de contra-ataques, também trouxe trabalho para Casillas, que cresceu diante de Robben duas vezes na segunda etapa, em uma delas arrancando a bola literalmente dos pés do atacante. Da parte espanhola, Villa conseguia se virar no meio dos beques e participar dos ataques, mas tinha dificuldades para definir. Iniesta articulava bem com Xavi, mas também pecava nas conclusões. Nenhum dos times conseguiu tirar o zero do placar no tempo regulamentar, e também foi assim na prorrogação &#8211; ou pelo menos por quase toda ela. Até que, no fim do segundo tempo, quando parecia que os pênaltis decidiriam o campeão mundial pela segunda Copa em sequência, a linha de retaguarda da Holanda resolveu voltar a suas estratégias falhas de antes e tentou uma mal executada linha de impedimento, que acabou por deixar Iniesta livre de frente para Stekelenburg. Aí o meia não teve dúvidas, e desferiu um potene chute cruzado, que o arqueiro batavo até conseguiu tocar, mas não o suficiente para impedir. Faltavam então quatro minutos para o fim, e foi só uma questão de segurar o jogo para a Espanha comemorar seu primeiro título. Jogando bonito.<br />
<strong>A construção da muralha<br />
<span style="font-weight:normal;">Quem ergueu a taça da FIFA como capitão da Espanha foi Iker Casillas, goleiro veterano de duas outras Copas como titular, apesar de ter apenas 29 anos &#8211; um dos maiores prodígios da posição na história. Casillas ainda acabou eleito o melhor goleiro da Copa, mas sua campanha teve percalços. Começou inseguro, falhando no gol que custou a derrota para a Suíça na estreia. À medida que o torneio avançava, porém, ele ia voltando a seu normal. Passou todo o mata-mata sem sofrer gols, e, com defesas importantes nas quartas, na semi e na final, fez jus a seu prestígio. E ainda fez um desabafo pessoal: entrevistado ao final do jogo ao vivo pela repórter Sara Carbonero, sua namorada, não se segurou e tascou nela um beijo diante das câmeras. Após a queda espanhola na estreia, Sara fora acusada de distrair Casillas, pois estava trabalhando atrás da meta defendida por ele contra a Suíça.<br />
<strong>Homenagem ao rival<br />
</strong>Ao marcar o gol mais importante da história da Espanha, Andrés Iniesta, meia de 26 anos cuja participação na Copa era posta em dúvida por causa de contusão mas que foi um dos mais importantes jogadores do torneio, tirou a camisa e exibiu uma bela mensagem ao mundo. Trazia escrita, em uma camisa branca, a frase &#8220;Dani Jarque, sempre conosco&#8221;. Jarque era zagueiro e capitão do Espanyol, grande rival do Barcelona de Iniesta, e morrera de um problema cardíaco em 2009, durante a pre-temporada de seu time, causando grande comoção na Espanha. O antagonismo entre os clubes dos jogadores prestou um sentido todo especial à homenagem.<br />
<strong>Muita bola, pouco gol<br />
</strong>A seleção espanhola jogou um futebol de primeira, mas acabou o mundial como a equipe campeã a marcar menos gols na história das Copas. Marcou apenas oito ao longo da competição, média pouco superior a um por partida. Venceu apenas um jogo por mais de um gol de diferença, contra Honduras, na segunda rodada, e passou pelo mata-mata superando todos os seus adversários pelo placar de 1-0. A Espanha também se tornou a primeira campeã a perder seu jogo de estreia.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;">HOLANDA<br />
1-Stekelenburg; 2-Van der Wiel, 3-Heitinga, 4-Mathijsen, 5-Van Bronckhorst (15-Braafheid); 8-De Jong (23-Van der Vaart), 6-Van Bommel; 11-Robben, 10-Sneijder, 7-Kuyt (17-Elia); 9-Van Persie TÉCNICO: Bert Van Marwijk<br />
ESPANHA<br />
1-Casillas; 15-Ramos, 5-Puyol, 3-Piqué, 11-Capdevila; 16-Busquets, 14-Alonso (10-Fàbregas); 18-Pedro (22-Navas), 8-Xavi, 6-Iniesta; 7-Villa (9-Torres) TÉCNICO: Vicente del Bosque<br />
GOLS<br />
Não houve<br />
GOLS DA PRORROGAÇÃO<br />
11/2º: Fàbregas tenta o passe para Iniesta e a defesa intercepta, mas a bola volta para Fàbregas. Ele busca novamente <strong>Iniesta</strong>, que desta vez recebe na direita da área, domina e fuzila no canto oposto de Stekelenburg.<br />
ÁRBITRO: Howard Webb (Inglaterra)<br />
CARTÕES AMARELOS: Van Persie, Puyol, Van Bommel, Ramos, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Capdevila, Robben, Van der Wiel, Mathijsen, Iniesta, Xavi<br />
CARTÃO VERMELHO: Heitinga (4/2ºP)</p>
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		<title>Artilheiros da Copa e marcas históricas</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 18:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>
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		<category><![CDATA[diego-forlán]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[thomas-müller]]></category>

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		<description><![CDATA[Thomas Müller e Diego Forlán têm cinco gols cada na Copa do Mundo. São os artilheiros de suas seleções e dividem, com David Villa e Wesley Sneijder, a artilharia da competição. Se nem Villa nem Sneijder marcarem durante a final &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/11/artilheiros-da-copa-e-marcas-historicas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=2001&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thomas Müller e Diego Forlán têm cinco gols cada na Copa do Mundo. São os artilheiros de suas seleções e dividem, com David Villa e Wesley Sneijder, a artilharia da competição. Se nem Villa nem Sneijder marcarem durante a final de logo mais, teremos um empate quádruplo na tábua de goleadores da Copa de 2010, o que é um recorde de divisão de artilharia em mundiais. Apenas uma outra Copa teve mais de um artilheiro*. Foi em 1994, quando o búlgaro Hristo Stoichkov e o russo Oleg Salenko anotaram seis tentos por cabeça.</p>
<p>Caso a artilharia se mantenha como está, Müller será o artilheiro mais jovem de uma Copa. Ele ultrapassaria Mario Kempes, da Argentina, que ponteou a lista de artilheiros com 23 anos em 1978. Müller tem 20. Já Forlán pode ir além, e virar o artilheiro mais velho de um mundial. A marcaatual pertence a Davor Suker, que fez 6 gols em 1998, com 30 anos. Forlán está com 31.</p>
<p>Além disso, se nada mudar durante a final e a artilheria se mantiver, será a segunda vez na história que um país produz o artilheiro de duas Copas consecutivas. Em 1938 e 1950 o goleador principal foi brasileiro &#8211; respectivamente, Leônidas e Ademir. Como Miroslav Klose foi o goleador da Copa de 2006, a Alemanha pode novamente figurar na ponta da tabela de artilheiros com Müller.</p>
<p>*<em>Duas Copas tiveram, por muito tempo, a artilharia considerada dividida, mas em ambos os casos a FIFA reviu decisões e mudou os números. A Copa de 1934, inicialmente, tinha Edmund Conen (Alemanha), Oldrich Nejedly (Tchecoslováquia) e Angelo Schiavio (Itália) com 4 gols cada, mas, em 2006, o segundo gol da Tchecoslováquia no jogo semifinal contra a Alemanha foi retirado de Rudolf Krcil e dado a Nejedly, que passou a ser o artilheiro do torneio sozinho. A Copa de 1962 tinha um exército de artilheiros: Drazen Jerkovic (Iugoslávia), Garrincha, Vavá (Brasil), Leonel Sánchez (Chile), Valentin Ivanov (União Soviética) e Florián Albert (Hungria) dividiram o posto com 4 gols até 1993, quando o último gol da Iugoslávia contra a Colômbia, na primeira fase, trocou de dono: de Milan Galic para Jerkovic, que é hoje considerado o goleador único.</em></p>
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		<title>A final da Copa do Mundo e eu</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 17:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diferente das pessoas que adoram, acompanham e pesquisam futebol, eu não sou um aficionado pelo esporte desde pequeno. É fácil compreender por quê. Sou de Brasília, cidade absolutamente incipiente em matéria de futebol, sem jogos de grande atratividade para frequentar &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/11/a-final-da-copa-do-mundo-e-eu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1997&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diferente das pessoas que adoram, acompanham e pesquisam futebol, eu não sou um aficionado pelo esporte desde pequeno. É fácil compreender por quê. Sou de Brasília, cidade absolutamente incipiente em matéria de futebol, sem jogos de grande atratividade para frequentar semanalmente. Vendo futebol apenas pela televisão, me distanciei. Sempre tive meu time, sabia mais ou menos como estavam as coisas, mas não tinha a oportunidade &#8211; e, para ser sincero, nem a vontade &#8211; de seguir ferrenhamente o futebol.</p>
<p>Aqui cabe um parêntese, para falar de duas memoráveis experiências futebolísticas. Meu primeiro jogo em estádio foi um amistoso do Brasil contra o País de Gales, no Mané Garrincha. Fui com meu pai e um amigo dele. Lembro que o jogo foi 3-0 para a seleção brasileira, e que houve um gol de falta de Rodrigo Fabri (Rodrigo Fabri!) no segundo tempo. Antes disso, na primeira etapa, Zé Roberto, ele mesmo, o volante, tentara um chute quase do meio de campo. Anos depois, quando eu morava em Porto Alegre, entrei em campo com o time do Internacional para um jogo contra o AMérica-MG no Beira-Rio. Não lembro qual jogador acompanhei. Lembro que a molecada logo correu para pegar na mão de Lúcio, ainda em começo de carreira, e do atacante Cristian. Lúcio fez o gol da partida, que eu vi da arquibancada.</p>
<p>Bom. Então, em 2006, alguma coisa acordou. Durante a Copa do Mundo, justamente. Não sei bem o que me deu, mas aquela Copa me atraiu imensamente. Lembro onde eu estava em vários jogos: vi a abertura (Alemanha 4-2 Costa Rica) e alguns pedaços de partidas do grupo que tinha México, Portugal, Irã e Angola na televisão da van que me levava para a escola. Assisti aos pênaltis de Ucrânia x Suíça na TV de um restaurante qualquer perto de casa, logo depois de jogar bola com um amigo. Vi todos os jogos do Brasil até as oitavas-de-final em casa, e a eliminação diante da França na casa de uma tia da minha mãe no Rio de Janeiro. Ouvi pelo rádio de um táxi os últimos minutos e os pênaltis de Portugal x Inglaterra, pelas quartas-de-final.</p>
<p>Acompanhei os últimos dias daquela Copa num hotel fantástico de Teresópolis. Era uma pousada bastante isolada na serra, e que estava vazia na época &#8211; só minha família e uma família de portugueses. Havia na pousada uma sala de televisão muito confortável, com um grande sofá que dava a volta no cômodo e onde todos podíamos nos esparramar. Os portugueses nos contagiaram, e torcemos por Portugal contra a França na semifinal (não deu certo) e contra a Alemanha na decisão de terceiro lugar (também não). Do outro lado da chave, a Itália me agradava, e aí sim dei sorte. Lembro de meus olhos brilhando no jogão da smei contra a Alemanha e na intensidade daquela final, que, digam o que disserem, considero um dos melhores jogos que vi (sentimentalismo, eu sei).</p>
<p>Desde então sou amante do futebol, cada vez mais. E chego, quatro anos depois, à minha primeira final de Copa do Mundo como tal. Pelo trabalho que fiz neste blog, e por outras pesquisas que fiz, posso dizer que esta foi também minha primeira cobertura de Copa, à minha maneira. Está acabando, que pena. Mas foi uma grande Copa, durante a qual me envolvi ainda mais com este magnífico esporte que é o futebol. E espero ansiosamente pelas próximas.</p>
<p>Agora, vamos à final! Palpite? Não. Torcida? Sim. Espanha. Mas não ficarei triste se a Holanda levar a taça, pois merece. Eque tenhamos todos uma grande decisão, capaz de despertar em outros jovens a mesma paixão que, há quatro anos, nasceu em mim.</p>
<br />Filed under: <a href='http://efece.wordpress.com/category/copa-do-mundo-2010/'>Copa do Mundo 2010</a> Tagged: <a href='http://efece.wordpress.com/tag/copa-do-mundo/'>copa-do-mundo</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/efece.wordpress.com/1997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/efece.wordpress.com/1997/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1997&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Passado e futuro</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 11:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[URUGUAI 2-3 ALEMANHA 10/07/2010 Nelson Mandela Bay Stadium &#8211; Port Elizabeth Público: 36.254 Personagem do jogo: Sami Khedira, volante, Alemanha As duas seleções chegaram à Copa sem receber muito crédito. O Uruguai por sua campanha cheia de adrenalina nas eliminatórias, &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/11/passado-e-futuro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1992&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/uru12.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1993" title="uru1" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/uru12.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a>URUGUAI 2-3 ALEMANHA<a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/ale21.png"><img class="alignright size-full wp-image-1994" title="ale2" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/ale21.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a></strong><br />
10/07/2010<br />
Nelson Mandela Bay Stadium &#8211; Port Elizabeth<br />
Público: 36.254<br />
Personagem do jogo: Sami Khedira, volante, Alemanha</p>
<p style="text-align:left;">As duas seleções chegaram à Copa sem receber muito crédito. O Uruguai por sua campanha cheia de adrenalina nas eliminatórias, quando dependeu de repescagem para se classificar. A Alemanha porque havia perdido sete jogadores ao longo dos meses que antecederam a Copa, incluindo aí o goleiro titular Robert Enke, seu substituto no posto René Adler e o capitão Michael Ballack. Chegar às semifinais, portanto, foi um grande feito de cada um, e mesmo a decisão de terceiro lugar, apesar de encarada com certa melancolia, tinha seu significado. Para os uruguaios representava a possibilidade de reviver seus témpos áureos e conquistra a melhor colocação numa Copa desde o título de 1950. Para os alemães simbolizava o primeiro brilho &#8211; precoce, diga-se &#8211; de uma geração enormemente promissora. Com isso em mente, as equipes entraram em campo para fazer o jogo mais menosprezado dos mundiais &#8211; mas que sempre rende coisas boas. Foi assim na África do Sul. Logo para aquecer a Alemanha botou uma bola no travessão e, depois, marcou um gol, com Müller, de volta ao time, que foi anulado por impedimento de Khedira. Tanta pressão fez os germânicos abrirem o placar, justamente com Müller: Muslera rebateu errado um chute de fora da área e a defesa uruguaia, de tão boa Copa, permitiu que o jovem atacante invaidsse a área desmarcado para pegar o rebote. O Uruguai respondeu com um contra-ataque disparado por Pérez, autor de um desarme impecável, que culminou em gol de empate de Cavani. O primeiro tempo temrinou com esse placar e a promessa de um segundo igualmente bom, com chances para os dois lados. Forlán virou para o Uruguai nos primeiros minutos, mas pouco depois Jansen empatou em nova falha de Muslera. O equilíbrio se manteve a partir daí, sem que ninguém tomasse as rédeas do jogo, possibilitando que cada lado chegasse com intensidade ao ataque. Mas foi a Alemanha que terminou por cima, literalmente: Khedira marcou pelo alto, contando com nova bobeada a defesa uruguaia, que não afastou a bola após um escanteio. No último segundo da partida Forlán ainda teve uma chance cobrando falta, mas chutou no travessão &#8211; o mesmo travessão que salvara o Uruguai da desclassificação nas quartas-de-final, contra Gana. Os sul-americanos lamentaram, mas sabiam que haviam honrado as cores da histórica camisa que vestiam. E os alemães ficaram com um gosto de &#8220;quero-mais&#8221;, só esperando os próximos anos para ver a evolução de seus prodigiosos meninos.<br />
<strong>Ascensão meteórica<br />
</strong>Thomas Müller, 20 anos, foi o grande destaque da Alemanha na Copa do Mundo. Um ano antes do torneio, porém, ele era um completo desconhecido. Jogava no time B do Bayern de Munique, na terceira divisão da Alemanha. O técnico da equipe principal do Bayern, Louis Van Gaal, decidiu promovê-lo no início da temporada, e ele acabou convencendo o treinador de que merecia um lugar na equipe titular. Tão boa foi sua temporada que pediu passagem na seleção, estreou num amistoso contra a Argentina meses antes do mundial. Conquistou lugar também entre os onze iniciais da Alemanha e fez uma Copa magistral, terminando com cinco gols e três assistências e o prêmio de melhor jogador jovem do torneio.</p>
<p style="text-align:left;">URUGUAI<br />
1-Muslera; 4-Fucile, 2-Lugano, 3-Godín, 22-Cáceres; 16-Maxi Pereira, 15-Pérez (13-Abreu), 17-Arévalo Ríos, 7-Cavani (5-Gargano); 10-Forlán, 9-Suárez TÉCNICO: Oscar Tabárez<br />
ALEMANHA<br />
22-Butt; 20-Boateng, 3-Friedrich, 17-Mertesacker, 4-Aogo; 6-Khedira, 7-Schweinsteiger; 13-Müller, 8-Özil (5-Tasci), 2-Jansen (18-Kroos); 19-Cacau (9-Kiessling) TÉCNICO: Joachim Löw<br />
GOLS<br />
19/1º: Schweinsteiger arrisca o chute da intermediária, Muslera rebate para frente e <strong>Müller</strong>, que entrava sem marcação, pega o rebote e marca.<br />
28/1º: Pérez arranca a bola de Schweinsteiger no meio e liga o contra-ataque com Suárez, que conduz pelo meio e entrega a <strong>Cavani</strong> na esquerda. Ele avança, invade a área e bate no canto.<br />
6/2º: Arévalo Ríos faz boa jogada pela direita, tabela com Fucile e cruza. Na risca da grabde área, <strong>Forlán</strong> acerta um belo voleio. A bola quica no chão antes de entrar no canto, sem reação de Butt.<br />
11/2º: Boateng cruza da direita, Muslera sai mal, não acha nada e permite que <strong>Jansen</strong>, que vinha por trás, apenas escore a bola de cabeça para as redes.<br />
37/2º: Özil bate escanteio da direita. APós um bate-rebate na área, a bola sobra para <strong>Khedira</strong> dar um toque de cabeça por cima de toda a defesa, e para dentro do gol.<br />
ÁRBITRO: Benito Archundia (México)<br />
CARTÕES AMARELOS: Aogo, Cacau, Pérez, Friedrich</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Enfim, a Espanha</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 00:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[copa-do-mundo]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>

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		<description><![CDATA[ALEMANHA 0-1 ESPANHA 07/07/2010 Moses Mabhida Stadium &#8211; Durban Público: 60.960 Personagem do jogo: Carles Puyol, zagueiro, Espanha Tida como favorita antes do mundial, a Espanha não andava no seu melhor futebol. Mesmo tendo se recuperado da chocante derrota para &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/07/enfim-a-espanha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1982&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/ale1.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1983" title="ale1" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/ale1.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a>ALEMANHA 0-1 ESPANHA<a href="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/esp1.png"><img class="alignright size-full wp-image-1984" title="esp1" src="http://efece.files.wordpress.com/2010/07/esp1.png?w=77&#038;h=68" alt="" width="77" height="68" /></a><br />
<span style="font-weight:normal;">07/07/2010<br />
Moses Mabhida Stadium &#8211; Durban<br />
Público: 60.960<br />
Personagem do jogo: Carles Puyol, zagueiro, Espanha</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-weight:normal;">Tida como favorita antes do mundial, a Espanha não andava no seu melhor futebol. Mesmo tendo se recuperado da chocante derrota para a Suíça na estreia, os espanhois não mostraram em momento algum o jogo que os caracterizou como grande equipe do mundo e os fez vencer a Eurocopa em 2008 &#8211; justamente sobre a Alemanha, adversária da semifinal agora. E os papeis estavam invertidos: com apresentações bonitas e convincentes, os germânicos vinham como favoritos para a vaga na decisão. Mas a situação era ideal para a Espanha retomar sua velha forma. Afinal, a Alemanha mostrou na Copa gosto por deixar o oponente jogar, preferindo reduzir suas posses de bola a ferozes e precisas blitzes. Ficar com a bola era tudo que a Espanha queria, e foi então o que se viu. Os jogadores de vermelho trocavam passes de pé em pé, cadenciando o jogo e dando uma ou outra arrancada, um ou outro lançamento mais incisivo, mas em geral controlando o ritmo da partida. E os atletas de branco cercavam, fechavam espaços, se defendiam muito bem. A zaga alemã fazia grande jogo, bem como os espanhóis Iniesta e Pedro, que se movimentavam vertiginosamente pelo campo, em busca da abertura crucial. O contra-ataque alemão pouco ou não existia, prejudicado pela ausência de Müller, suspenso. O primeiro tempo foi escasso de chances, mas com disputas ferrenhas por cada centimetro de campo. A segunda parte já foi mais recheada de momentos perigosos, da parte espanhola principalmente. Vários chutes de média distância deixaram o goleiro Neuer alerta. A Alemanha chegou uma vez, com Kroos batendo de frente para defesa de Casillas. E o domínio da bola continuou com a Espanha. Que fez seu gol de bola parada: Xavi cobrou escanteio e Puyol se atirou na bola para marcar. Aí sim a Alemanha quis jogo, presisonou, mas foi a vez de a Espanha mostrar organização na defesa. Pedro ainda perdeu chance incrível dematar a partida: partiu em velocidade com Fernando Torres, mas preferiu tentar  driblar o solitário Friedrich a passar para o companheiro e perdeu a bola dentro da área. Mas não fez falta. A Espanha finalmente trouxe seu futebol de volta, e para já levá-lo à final. À Alemanha ficaram os consolos de ter apresentado as melhores atuações da Copa e ter desfrutado o máximo de uma geração de muito futuro e, ainda, a possibilidade de um novo terceiro lugar &#8211; não que isso empolgasse os jogadores alemães, que queriam mais.<br />
<strong>A majestade e a toalha<br />
</strong>Após a partida, a rainha Sofia, esposa do monarca espanhol Juan Carlos I, decidiu fazer uma visita-surpresa ao vestiário da seleção para cumprimentar os jogadores. Encontrou alguns sem meias, outros com as camisas parcialmente vestidas. Mas o heroi da classificação espanhola estava em situação embaraçosa: Puyol acabara de sair do chuveiro e foi cumprimentar a rainha com a vasta cabeleira encharcada e apenas uma toalha ao redor da cintura. </span></strong></p>
<p style="text-align:left;">ALEMANHA<br />
1-Neuer; 16-Lahm, 3-Friedrich, 17-Mertesacker, 20-Boateng (2-Jansen); 6-Khedira (23-Gómez), 7-Schweinsteiger; 15-Trochowski (18-Kroos), 8-Özil, 10-Podolski; 11-Klose TÉCNICO: Joachim Löw<br />
ESPANHA<br />
1-Casillas; 15-Ramos, 5-Puyol, 3-Piqué, 11-Capdevila; 16-Busquets, 14-Alonso (4-Marchena); 18-Pedro (21-Silva); 8-Xavi, 6-Iniesta; 7-Villa (9-Torres) TÉCNICO: Vicente del Bosque<br />
GOLS<br />
28/2º: Xavi bate escanteio do lado esquerdo. <strong>Puyol<span style="font-weight:normal;"> sobe mais alto do que todo mundo e cabeceia forte, vencendo Neuer.<br />
ÁRBITRO: Viktor Kassai (Hungria)</span> </strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://efece.wordpress.com/category/copa-do-mundo-2010/'>Copa do Mundo 2010</a> Tagged: <a href='http://efece.wordpress.com/tag/alemanha/'>alemanha</a>, <a href='http://efece.wordpress.com/tag/copa-do-mundo/'>copa-do-mundo</a>, <a href='http://efece.wordpress.com/tag/espanha/'>espanha</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/efece.wordpress.com/1982/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/efece.wordpress.com/1982/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1982&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Prévia da semifinal &#8211; Alemanha x Espanha</title>
		<link>http://efece.wordpress.com/2010/07/07/previa-da-semifinal-alemanha-x-espanha/</link>
		<comments>http://efece.wordpress.com/2010/07/07/previa-da-semifinal-alemanha-x-espanha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 14:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[copa-do-mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[ALEMANHA Campanha 5 jogos &#8211; 4 vitórias, 1 derrota; 13 gols pró, 2 gols contra; 10 cartões amarelos, 1 cartão vermelho Craque Bastian Schweinsteiger, volante Artilheiros Thomas Müller e Miroslav Klose, 4 gols Fique de olho Mesut Özil, meia, e &#8230; <a href="http://efece.wordpress.com/2010/07/07/previa-da-semifinal-alemanha-x-espanha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=efece.wordpress.com&amp;blog=5933880&amp;post=1977&amp;subd=efece&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ALEMANHA<br />
Campanha </strong>5 jogos &#8211; 4 vitórias, 1 derrota; 13 gols pró, 2 gols contra; 10 cartões amarelos, 1 cartão vermelho<br />
<strong>Craque </strong>Bastian Schweinsteiger, volante<br />
<strong>Artilheiros </strong>Thomas Müller e Miroslav Klose, 4 gols<br />
<strong>Fique de olho </strong>Mesut Özil, meia, e Lukas Podolski, atacante<br />
<strong>Desfalque </strong>Thomas Müller, atacante (suspenso)<br />
<strong>Time provável </strong>(4-2-3-1) 1-Neuer; 16-Lahm, 3-Friedrich, 17-Mertesacker, 20-Boateng; 6-Khedira, 7-Schweinsteiger; 15-Trochowski, 8-Özil, 10-Podolski; 11-Klose TÉCNICO: Joachim Löw</p>
<p><strong>ESPANHA<br />
Campanha </strong>5 jogos &#8211; 4 vitórias, 1 derrota; 6 gols pró, 2 gols contra; 3 cartões amarelos<br />
<strong>Craque </strong>David Villa, atacante<br />
<strong>Artilheiro </strong>David Villa, 5 gols<br />
<strong>Fique de olho </strong>Andrés Iniesta, meia, e Xavi Hernández, meia<br />
<strong>Desfalques </strong>Não tem<br />
<strong>Time provável </strong>(4-2-3-1) 1-Casillas; 15-Ramos, 5-Puyol, 3-Piqué, 11-Capdevila; 16-Busquets, 14-Alonso; 6-Iniesta, 8-Xavi, 21-Silva; 7-Villa TÉCNICO: Vicente del Bosque</p>
<p><strong>DUELOS<br />
Friedrich e Mertesacker x Villa<br />
<span style="font-weight:normal;">O artilheiro da Espanha será deslocado para a função de centroavante, que cumpriu apenas na primeira partida. Vinha atuando pela esquerda, mas a falta de rendimento de Fernando Torres na posição de comando de ataque motivou a volta à ideia original de Vicente del Bosque. Mas Villa é igualmente latal jogando entre os zagueiros. Terá que lidar com os beques alemães, que têm feito um bom mundial. Por suas características, Villa poderá ser visto também deslocando-se para trás, para tabelar com os meias e conduzir a bola dominada, movimento no qual é perigoso. Seu principal perseguidor deverá ser Friedrich, com Mertesacker mais fixo.<br />
<strong>Lahm x Silva<br />
</strong>Batalha muito interessante. David Silva jogou a primeira partida da Espanha mas depois perdeu a posição, quando Villa foi recuado para acomodar Torres. Com a saída deste, Silva retorna ao meio-campo. A troca não prejudica a Espanha, mas muda a característica: Silva fica mais pelo flanco do qe Villa, e aparecerá mais pelas costas de Lahm quando o alemão subir ao ataque &#8211; coisa que faz muito. Não é bom para a Alemanha abrir mão das subidas de Lahm, de modo que a cobertura deverá ser bem feita. Quando os jogadores se encontrarem frente a frente, porém, Silva teráproblemas para vencer a marcação direta de Lahm.<br />
<strong>Boateng x Iniesta<br />
</strong>O lateral canhoto da Alemanha,que ganhou a vaga durante a Copa, é praticamente um terceiro zagueiro, para compensar a vocação ofensiva de seu colega da direita. Logo, com um marcador dedicado exclusivamente a essa tarefa, Iniesta sofrerá para jogar pelo lado. Deverá ser muito mais comum vê-lo se aproximando da faixa central, onde se confrontará com os volantes &#8211; e, assim, deverá abrir o corredor para Sergio Ramos tomar conta de Boateng. Várias alternâncias à vista na luta por esta região do gramado.<br />
<strong>Khedira x Xavi<br />
</strong>Nenhum dos volantes da Alemanha é especialmente de contenção, mas Khedira é o que fica mais recuado &#8211; logo, é o que tomará conta de Xavi, e tentará impedir o cérebro espanhol de pensar. Aqui pode estar, com o perdão do trocadilho, a chave da partida. Khedira não desapontou ou comprometeu em momento algum no torneio, mas a responsabilidade de marcar um dos melhores armadores do mundo na semifinal da Copa do Mundo pode acabar pesando sobre o jovem volante &#8211; que, vale lembrar, praticamente caiu de para-quedas no time titular. Mas, claro, a questão não é só a marcação a Xavi. Mesmo que o camisa 8 da Espanha consiga se desvencilhar, ele precisa ter para quem passar a bola. Não é jogador de resolver sozinho. Khedira, tenho certeza, oferecerá um bom desafio. Xavi tem talento e experiência suficientes para dar seu jeito.<br />
<strong>Schweinsteiger x Alonso<br />
</strong>Xabi Alonso tem um problemão. Para ficar de olho em Schweinsteiger como deve ser feito, não poderá sair anto para o jogo como costuma. Por vezes, a Espanha parece armada com dois criadores, tal a aproximação de Alonso com os meias. Isso terá que ser restrito. Mas por que não o contrário? Por que não é Schweinsteiger que vai se segurar mais para vigiar Alonso? Porque o alemão oferece muito mais perigo do que o espanhol no que diz respeito a resolver sozinho. Alonso é ótimo passador e faz bem o jogo coletivo, mas não tem condições de executar uma jogada individual. Schweinsteiger, formado como meia ofensivo, consegue fazer isso. Muito mais agora, jogando o fino da bola como está. Parar Schweinsteiger é crucial para parar a Alemanha. E pará-lo não implica apenas se defender contra ele, claro, mas também ocupá-lo na marcação.<br />
<strong>Özil x Busquets<br />
</strong>Parada dura para Özil, gratíssima revelação do mundial. Se a Alemanha não tem volantes que possam ser vistos apenas como destruidores de jogadas alheias, a Espanha tem. Busquets, é verdade, participa de trocas de passes, mas daí a considerá-lo parte integrante do sistema de ataque espanhol vai uma longa distância. Joga como um veterano da seleção, muito à vontade com a camisa e a titularidade, e leva grande vantagem sobre Özil no porte físico &#8211; Busquets é alto e forte, Özil é mais mirrado e prefere evitar o contato. Sua esperança é o drible, coisa que já mostrou que tem, ou o passe para os companheiros abertos. A solução para Busquets é não dar refresco e saber usar a diferença de tamanho na marcação. Um defeito do espanhol é que está começando a bater um pouco demais. Ficar amarelado contra um jogador talentoso é maus negócio.<br />
<strong>Trochowski x Capdevila<br />
</strong>Especula-se também Cacau para a vaga de Thomas Müller na direita do setor de armação da Alemanha, mas o susbstituto deve mesmo ser Trochowski, que tem características mais próximas às de Müller. Mas aí o time alemão terá uma queda de qualidade, e perderá na intensidade do apoio pelo lado direito. Müller, atacante de formação, tem mais desenvoltura na área. Trochowski ajuda mais na criação, mas não é um finalizador de jogadas. Em compensação, pode oferecer mais resistência a Capdevila, o jogador mais secundário e coadjuvante do time espanhol mas que tem começado a se engraçar em jogos recentes. Aparece com frequência na frente e pode ser um belo incômodo se não combatido. Deve ser um jogo amarrado entre eles.<br />
<strong>Podolski x Ramos<br />
</strong>Sergio Ramos é o lateral espanhol que mais se lança à frente, por vezes descuidadamente, deixando brechas. Mas sempre oferece riscos quando vai ao ataque, bom cruzador que é. Porém, com o sistema defensivo alemão calibrado, acredito que é o próprio espanhol que vai ter que se preocupar mais. Podolski tem muita mobilidade e cresce assustadoramente em campo com a camisa da Alemanha, como já demonstrou tantas vezes. É comum vê-lo tanto pela ponta, quanto pelo meio, quanto na área. Sâo dois jogadores bem velozes, o que tornará a disputa muito interessante. Caso se dedique mais à marcação, Ramos certamente dará nos nervosde Podolski, pois pode ser um defensor implacável quando quer. Porém, sua irresistível ânsia de avançar pode acabar deixando o atacante alemão muitoà vontade &#8211; a esta Alemanha não precisa de muitas aberturas para dar suas estocadas certeiras.<br />
<strong>Klose x Puyol e Piqué<br />
</strong>Os zagueiros espanhois se completam: Piqué tem a a altura e a força, Puyol é rápido e bom por baixo. Para melhorar o quadro, jogam juntos sempre, já que são do mesmo time. Um entrosamento perfeito, porém, não fez deles uma zaga perfeita. Ambos podem se atrapalhar, o que, contra um centroavante como Klose, pode ser arriscado demais. Klose não tem muita técnica nem muita força, mas é dono de um senso de colocação praticamente inigualável no futebol mundial e é um grande finalizador (só vira esse monstro pela seleção, mas é outra história). Convém também nunca subestimar um atacante em busca de recordes, como o alemão está atrás da marca de maior goleador das Copas do Mundo. A dupla espanhola, porém, será o maior desafio que ele terá pela frente neste mundial, e vale ver como se comportará aprisionado no meio de Puyol e Piqué. Se a Alemanha passar o jogo tentando consegrá-lo, entregando bolas quando ele não estiver na melhor condição para recebê-las, pode ser um problema. O time precisará saber não acionar Klose quando a situação assim exigir.<br />
<strong>Neuer x Casillas<br />
</strong>Antes da Copa esta era uma comparação que não faria sentido algum. Casillas é um veterano de duas Copas, titular de time e seleção desde que entrou na casa do vinte anos de idade, e Neuer é um iniciante com meia dúzia de partidas pela Alemanha e com apenas uma temporada para credenciá-lo. Mas Copa e Copa, e Casillas começou muito mal a sua, falhando logo na estreia. Neuer, por sua vez, evoluiu a cada jogo, e, no mata-mata, teve duas atuações de alto nível contra adversários que exigiram bastante dele. Mas Casillas também melhorou. Chegam à semifinal em equivalência temporária. Ambos são bons na saída e sabem usar a envergadura, além de terem muito reflexo (vantagem para Casillas neste quesito). Não há favoritos aqui.</span></strong></p>
<p><strong>PALPITE DO BLOG </strong>Alemanha</p>
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